Otto Scharmer. Foto: Susan Szpakowski
Ontem foi o primeiro dia do Shambhala Summer Institute, promovido pelo Authentic Leadership in Action (ALIA) Institute. O programa foi aberto por Michael Chender (fundador do ALIA Institute, que visitará o Brasil em 2010, para participar de eventos promovidos por Dharma/Arte). Chender disse: “Não há aqui uma ideologia em particular, exceto a confiança de que a força provém da disposição de ver as coisas com clareza... Através da meditação endireitamos a coluna, abrimos nosso coração. Chamamos isso de coração da condição de guerreiro”.
De acordo com Chender, “estamos todos trabalhando com a esperança e o medo. Estamos todos trabalhando com a aspiração de ver e agir com maior clareza. Estamos trabalhando com as questões de quando soltar e quando dar um novo impulso, e como fazer o movimento autêntico seguinte. O autêntico é um processo — um caminho —, e não algum tipo de ideal.
“E, se olharmos para nossa experiência neste momento, uma coisa em que usualmente podemos confiar é que existe em algum lugar um sentido de incerteza. Assim, nessa jornada particular da liderança autêntica, vemos que o combustível em que podemos confiar para seguir em frente é a disposição de reconhecer essa incerteza, a disposição de não saber, e a disposição de seguir com nossas questões, por mais estranhas e embaraçosas que possam parecer. E é claro — como todos nós provavelmente já aprendemos — que, quanto mais estranhas e embaraçosas forem essas questões, mais generosas e reais serão as possibilidades nelas contidas. Então, essa espécie de nudez em relação à nossa própria experiência é a base para a prática da liderança autêntica.”
À apresentação de Chender se seguiu a de Otto Scharmer (palestrante sênior do MIT e fundador do Presencing Institute), que começou expressando sua apreciação pela comunidade do ALIA e sua conexão com ela.
Segundo Susan Szpakowski, diretora executiva do ALIA, Scharmer então se referiu à frase de Michael Chender, “disposição de ver as coisas com clareza”, como sendo, também, a “semente, a essência do Presencing e da Teoria U”. Ele então conduziu os participantes por um “esboço do momento global atual, no qual o ‘maior deslocamento tectônico’ de nosso mundo social está em gestação. Quando olhamos para o panorama de crise que atinge todos os sistemas, quais são as questões sistêmicas na raiz dessa crise? Ele diz que a resposta tem a ver com como pensamos e com como prestamos atenção. Crise e renovação estão acontecendo simultaneamente. Renovação significa mover-se de uma consciência ‘egossistêmica’ para uma consciência ‘ecossistêmica’. Com essa consciência temos a habilidade de inovar na escala do sistema como um todo”.
Leia mais sobre o Shambhala Summer Institute (http://j.mp/8YAdOR) e acompanhe o blog de Susan Szpakowski (em inglês): (http://j.mp/bUwCMJ).



