“O que tento fazer é compreender o campo de possibilidades em que uma composição ocorrerá. E então faço perguntas que espero serem perguntas radicais, que cheguem à raiz, e não às superfícies do que afinal ocorrerá. E então a resposta chega através de operações de acaso.” (John Cage)
Carlos A. Inada
São Paulo
Via Forrest Loder
Chance Conversations: An Interview with Merce Cunningham and John Cage [Conversas ao léu: uma entrevista com Merce Cunningham e John Cage], vídeo produzido pelo Walker Art Center:
Na primavera de 1981, durante um período de residência no Walker Art Center, em Minneapolis, Minnesota, o coreógrafo Merce Cunningham e o compositor John Cage sentaram-se para discutir sua obra e seu processo artístico. Como colaboradores frequentes, Cage e Cunningham foram pioneiros de uma nova estrutura de performance. Sua nova abordagem permitia que diversos meios existissem independentemente, ou coabitassem no interior de uma performance, abandonando assim o modelo de codependência entre dança e música. Cage e Cunningham discutem a metodologia e motivações por trás das operações de acaso, expressão usada para descrever decisões artísticas baseadas na imprevisibilidade. Desejando libertar-se daquilo de que gosta e desgosta, Cage descreve como o zen-budismo influenciou seu trabalho, levando-o a usar as ferramentas do acaso. Esses novos métodos, adotados tanto por Cunningham como por Cage, revolucionaram os fundamentos do pensamento sobre música, movimento e processos de criação artística.



