Fotos da instalação Sem eira nem beira, de Rodrigo Bueno e ateliê Mata Adentro, parte da mostra coletiva Ponto de equilíbrio.
Ponto de Equilíbrio Curadores: Agnaldo Farias e Jacopo Crivelli Visconti Instituto Tomie Othake Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, São Paulo De 20 de setembro a 14 de novembro
Wolfgang Laib, Ohne Zeit ― ohne Ort ― ohne Körper (Sem lugar ― sem tempo ― sem corpo) (detalhe) (2007). Foto: Galerie Thaddaeus Ropac.
De 5 de novembro de 2010 a 11 de abril de 2011, o Rubin Museum of Art apresentará Grain of emptiness: Buddhist inspired contemporary art (Grão de vacuidade: arte contemporânea inspirada pelo budismo), com obras de Sanford Biggers, Theaster Gates, Atta Kim, Wolfgang Laib e Charmion von Wiegand. A exposição foi destacada pela New York Magazine como uma das mais esperadas do outono norte-americano, apresentando “instalações meditativas do artista conceitual alemão Wolfgang Laib; fotografias de uma escultura de gelo do Buda, de Atta Kim; e um curta-metragem de Theaster Gates sobre monges budistas afro-americanos em seus rituais matinais”.
Se você colhe pólen no campo ou na floresta, dia após dia, por um ou dois meses, e tem então uma jarra que nem sequer está cheia, isso é algo completamente diferente daquilo que todo mundo faz. Está além mesmo de uma prática espiritual. Não precisamos de um nome para isso. Para mim, representa um desafio em relação a todo o resto; o que faço ou o que poderia fazer. Prepara-me para uma ideia totalmente diferente daquilo que um dia é, ou do que é a vida, ou do que o trabalho poderia ser ou o que você gostaria de alcançar. [...]
Estudei medicina antes e tenho um título de doutor. Algumas pessoas pensam que isso não tem nada a ver com minha arte, mas penso que tem muito a ver. O que eu procurava na medicina e não pude encontrar, espero encontrar com minhas obras de arte, com minha vida. Penso que nunca mudei de profissão. Fiz apenas o que estou fazendo agora, o que queria fazer como médico. Mas também sinto (e a maioria das pessoas acham que isso é muito ingênuo) que a arte é muito mais poderosa do que a medicina. Quero dizer, a medicina é muito importante para nós, mas trata apenas do corpo físico, e não se estende além disso. Se a arte é realmente boa, ela pode incluir tudo. É a coisa mais importante. É por isso que me tornei um artista e não um monge, ou não trabalho como médico. A arte é o mais importante; portanto, chamaria a mim mesmo de artista e o que faço de arte. [...]
Acredito muito que a arte tenha o potencial de mudar o mundo, por mais ingênuo que isso possa soar. Se pensarmos na história, e olharmos para a cultura, ela sempre mudou a humanidade. Dia a dia, ou ano a ano, talvez os políticos tenham marchado para outro país e feito isso e aquilo, mas ao final foi a cultura que de alguma maneira trouxe a humanidade para um outro lugar.