O que é um contenedor? Qual é o seu papel para a criatividade?
Já apresentamos, aqui em Dharma/Arte, a noção de espaços contenedores no contexto da inovação, discutida por Michael Chender, fundador do Authentic Leadership in Action Institute. Nesse contexto, criar um espaço contenedor apropriado para a inteligência coletiva surge como um passo essencial em tempos de grandes mudanças.
Algumas vezes, a noção de contenedor é um tanto descartada como algo que “não tem realmente muita importância”, como se um contenedor pudesse ser interpretado como algo apenas “externo”, algo que não importa à “essência”. Ainda que o propósito desse argumento seja o de destacar as diferenças entre “essência” e “cultura” (principalmente os aspectos historicamente mutáveis desta), ele parece sugerir que ideias existem no ar, ou dentro de cabeças flutuantes, podendo ser trabalhadas com boas intenções apenas.
Where good ideas come from [De onde vêm as boas ideias], livro publicado há pouco por Steven Johnson, também discute a noção de espaços contenedores:
Quais são os espaços que conduzem a niveis incomuns de inovação, níveis incomuns de criatividade? Qual o tipo de meio ― qual o espaço da criatividade? [...] O que venho buscando são padrões compartilhados, um tipo de comportamento próprio que esteja sempre presente nesses meios. Existem padrões recorrentes com os quais podemos aprender, que possamos adotar e, por assim dizer, aplicar à nossa própria vida, ou nossas próprias organizações, ou nossos próprios meios, para torná-los mais criativos e inovadores? E penso que encontrei alguns deles.
O que você pensa? Qual a sua experiência com a noção de contenedor e sua importância para nutrir novas ideias?



