Via Carlos A. Inada
Há alguns dias, anunciamos uma conversa sobre contemplação e criatividade, entre Mark Epstein, Philip Glass e Mathieu Ricard, parte do FIAF Fall Festival em Nova York. Sam Mowe participou dessa conversa e escreveu, no blog dos editores de Tricycle:
Embora o evento tenha sido realmente fantástico, com a discussão de muitas ideias inspiradoras e interessantes, ele me deixou ruminando algumas questões. Ele me fez pensar no papel do sofrimento na arte e no arquétipo do artista sofredor.
Em certo ponto, Ricard disse algo parecido com: “Se podemos falar de criatividade, penso que ela provém do espaço e da consciência que cultivamos através da meditação”. No entanto, se a meditação é primordialmente um meio para que lidemos com o sofrimento, o que dizer da bela arte que tem origem no sofrimento? Se, por exemplo, Edgar Allan Poe tivesse aderido à meditação, ele teria escrito suas grandes obras? E Van Gogh?
Minha pergunta é:
Se os budistas buscam o fim do sofrimento, eles estão também acabando com a arte? De uma perspectiva budista, vale a pena sofrer pela arte?
Por favor, diga o que pensa.
Recomendo o post e a discussão na Tricycle (em inglês) ― a questão sugerida por Sam permite a discussão de diversos temas importantes relacionados ao papel da meditação, da consciência e da atenção plena no processo criativo.



